Trabalhar a partir de casa será o futuro da mobilidade sustentável

Trabalhar a partir de casa será o futuro da mobilidade sustentável

Não é segredo para ninguém que grande parte da população mundial, sobretudo a que vive nas cidades, tem nos engarrafamentos diários um dos seus grande traumas. Um relatório da multinacional Cisco explica que o futuro está no escritório móvel – em nossa casa ou noutro sítio – e que esta tendência será fundamental para melhorar a mobilidade sustentável das cidades e a saúde dos cidadãos.

Ora veja. Se 50 milhões de norte-americanos trabalhassem a partir de casa metade do tempo, seria possível reduzir as viagens rodoviárias em cerca de 146 mil milhões de quilómetros por ano. As consequências? Menos 77 mil acidentes e mortes no trânsito, redução de 281 milhões de barris de petróleo consumidos – ou seja, 46% das importações norte-americanas do Golfo Pérsico.

“A flexibilidade e mobilidade no local de trabalho estão a tornar-se componentes atraentes nos processos de recrutamento e retenção”, explica a Cisco. O estudo da multinacional revela que 66% dos profissionais de TI afirmou aceitar uma oferta de trabalho que, ainda que pagasse menos, permitiria ter mais flexibilidade na utilização dos dispositivos, acesso aos social media e maior mobilidade.

Ainda segundo o estudo, trabalhar a partir de casa também não incentiva a preguiça, como grande parte dos empregadores têm medo. Na verdade, 45% dos teletrabalhadores admite trabalhar duas a três horas extra por dia quando trabalham a partir de casa, o que até faz sentido, porque são minutos que deixam de ser passados no trânsito.

O estudo não revela dados exactos de produtividade – são subjectivos – nem de retenção de talentos por parte dos empregadores, mas acaba por referir que estes serão “dois benefícios de uma forma de trabalho móvel”. E, no caso de esta mobilidade profissional levar mais cidadãos para o interior de Portugal, Brasil ou Angola, estamos também a falar da dinamização da economia local e desenvolvimento rural.

A Cisco até desenvolveu um infográfico interactivo sobre o futuro da mobilidade profissional.

A multinacional até avançou com um número, na nossa opinião claramente excessivo. Diz a Cisco que, em 2013, os trabalhadores móveis vão representar 35% da força de trabalho global. Gostaria de fazer parte desta estatística? Explique-nos porquê e ajude-nos a perceber o que pensam os portugueses, brasileiros e angolanos do teletrabalho.

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  3. Olá boa tarde, faço parte deste número de teletrabalhadores. Nos últimos dois anos tive de repensar a minha vida profissional, e a solução passou por trabalhar a partir de casa. Não só tive mais flexibilidade de horários, como tive enormes poupanças, quer a nível de combustíveis, quer a nível da gestão de stress. Infelizmente, é quase estigma social, o factor de trabalhar em casa estar conotado com preguiça, ‘boa vida’, e pouca produtividade. Desnecessário será dizer que forneço serviços a empresas internacionais. Apesar das várias tentativas para entrar no mercado nacional, até ao momento não tive qualquer sucesso.

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