Vinte mil animais foram mortos em Nova Iorque nos últimos dois anos

Vinte mil animais foram mortos em Nova Iorque nos últimos dois anos

Um novo relatório revela que a Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey matou, nos últimos dois anos, cerca de vinte mil animais que rodeavam os aeroportos de Nova Iorque, para proteger a chegada e partida de aviões, indica o Huffington Post.

No Aeroporto Teterboro, em Nova Jersey, um tartaranhão-azulado (uma espécie em vias de extinção) e um falcão-americano  (uma espécie também em perigo) “foram ambos mortos a tiro por funcionários da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey.

Já no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque, 11 águias-pesqueiras, outro animal ameaçado, “foram igualmente abatidos”. A agência norte-americana afirmou que recebeu permissão para matar as aves por parte das autoridades federais e estaduais.

Embora a maior parte dos animais que foram mortos terem sido aves – incluindo 5.729 gaivotas-alegres, 3.203 estorninhos-comuns e 1.908 pombos – outras criaturas também estiveram sob a mira da Autoridade Portuária. 82 coelhos, 4 raposas-vermelhas, 18 gambás, 11 coiotes, 11 doninhas e 11 veados foram da mesma forma dizimados

Embora a Autoridade Portuária abata animais junto aos aeroportos há décadas, a prática ganhou mais atenção em 2009, quando alguns gansos voaram contra os motores de um avião da US Airways, o que resultou numa imediata perda de potência nas turbinas.

Não obstante o facto de a Autoridade Portuária afirmar que o abate de animais é necessário para manter os aviões a funcionar, defensores dos animais dizem que existem formas não letais para lidar com o problema. David Karopkin, fundador do grupo de defesa da vida selvagem GooseWatch NYC, afirma: “Matar os animais é a forma que eles têm de acreditar que estão a proteger as pessoas”.

No site da GooseWatch NYC pode ler-se que “uma solução com uma abordagem pró-activa e a longo prazo como o mapeamento por radar dos movimentos das aves tem o potencial de se tornar uma boa ferramenta para os pilotos e controladores de segurança aérea”.

Foto: Bart vanDorp / Creative Commons

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