Como será África em 2063?

Como será África em 2063?

Na carta dirigida a um hipotético Kwame (numa alusão a Kwame Nkrumah, antigo líder político africano que faleceu em 1972), Dlamini-Zuma diz que nos escreve da cidade de Bahir Dar, no norte da Etiópia, a partir do ano de 2063, refere o site AllAfrica.

A futurista carta de Dlamini-Zuma começa por explicar que, em 2063, finalizam-se os preparativos para as comemorações do centenário da Organização da Unidade Africana, que se tornou a União Africana em 2002 e lançou as bases para o que é agora a Confederação dos Estados Africanos.

A “implementação acelerada do Tratado de Abuja e a criação da Comunidade Económica Africana, em 2034”, viu a integração económica a mover-se para níveis inesperados. A integração económica, juntamente com o desenvolvimento de infra-estruturas, viu o comércio intra-africano crescer de menos de 12% em 2013 até quase aos 50% em 2045. “As empresas africanas dominam agora um mercado doméstico com mais de duas mil milhões de pessoas, mas têm também ultrapassado as multinacionais do resto do mundo nos seus próprios mercados”, acrescenta a carta.

Beneficiar dos recursos minerais e naturais do continente africano tornou-se importante para fomentar o crescimento de pólos industriais em zonas como o nordeste da Angola, país que, juntamente com a Namíbia, explora a Corrente de Benguela, em parceria com a vida marinha, por meio de empreendimentos conjuntos financiados por fundos soberanos e pelo Banco Africano de Desenvolvimento.

África era uma exportadora de matérias-primas com um sector industrial em declínio no ano de 2013, mas transformou-se numa grande exportadora de alimentos, num centro de produção global e num centro de conhecimento, beneficiando dos recursos naturais e produtos agrícolas como motores para a industrialização. Somos agora a terceira maior economia do mundo.

“Lançámos campanhas para erradicar as principais doenças e para fornecer acesso aos serviços de saúde, de alimentação, de energia e de abrigo. O povo africano tornou-se o nosso recurso mais importante e a temida malária é uma coisa do passado. Há agora uma Agência Espacial Africana, bem como uma Rede Expresso Africana que liga todas as capitais dos nossos antigos estados. Todos podemos agora ver a beleza, a cultura e a diversidade deste berço da humanidade”, conclui a optimista carta.

Foto: Chimpanz APe / Creative Commons

Comentários (Facebook):

Deixar uma resposta

Patrocinadores