Ilha de Veneza vai receber projectos de Angola

Entre 6 de Junho e 6 de Julho, Veneza alberga a 14ª Bienal de Arquitectura. Durante o evento, a Ilha de San Giorio Maggiore vai receber um projecto de origem lusófona, transformando-se virtualmente na Ilha de São Jorge. O espaço extraterritorial vai albergar projectos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

A exposição, cuja curadoria está a cargo da Beyond Entropy, consiste num conjunto de vídeos, que criam esta ilha extraterritorial. Os vídeos documentam a forma como a modernidade foi absorvida nos cinco países de expressão portuguesa, enquadrando-se no tema específico da Bienal deste ano “Absorving Modernity: 1914-2014”.

Os vídeos, cujos autores são do espaço lusófono, pretendem mostrar como a modernidade foi concebida nestes países, como foi desenvolvida, construída, como habitou, foi absorvida e rejeitada. O trabalho constitui ainda um modelo de condições urbanas que podem definir novas perspectivas sobre o desenvolvimento urbano e arquitectónico futuro nestas regiões.

Angola conta com dois vídeos na exposição. O filme Afectos de Betão, de Kiluanji Kia Henda, é inspirado no li­vro do escritor polaco Ryszard Kapuściński – Mais um dia de Vida – Angola 1975. Aqui, Kia Henda investiga o vazio da cidade após a saída dos portugueses, trazendo à ribalta a arquitectura original de Luan­da. Em Hotel Globo (na foto), Mónica de Miranda conta a história da diáspora angolana concentrando-se no espaço deste hotel icónico localizado no centro de Luanda.

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