Os angolanos já valorizam a sustentabilidade dos produtos?

Os angolanos já valorizam a sustentabilidade dos produtos?

O palavrão é cada vez mais falado, ouvido, escrito e lido e veste-se com várias roupagens: sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, economia verde ou produtos ecológicos. O conceito pode variar semanticamente, mas o objectivo é sempre o mesmo: desenvolver produtos e serviços que sejam ecológicos, ajudem a sociedade – criando empregos, por exemplo – e a economia.

As acções sustentáveis existem há décadas – muitas delas, curiosamente, fazem-nos regressar a um passado onde existiam menos produtos ou menos opções a tomar numa loja ou supermercado – e elas não são iguais em todo o mundo.

Em África, provavelmente o continente mais ecológico do mundo, o crescimento económico a dois dígitos tem criado vários desafios ao nível da economia, bem-estar mas também sustentabilidade. África tem a possibilidade de passar várias fases de desenvolvimento sustentável, mas será que a sua população já valoriza a sustentabilidade dos produtos?

“Os angolanos são orgulhosos dos seus produtos e serviços, valorizando as empresas nacionais que se preocupam com os seus consumidores – especialmente no que toca à qualidade dos seus produtos e confiança transmitida, respeito pelos trabalhadores e que, de forma indirecta, levam a que a sustentabilidade do país, sua indústria e produtos seja assegurada”, explicou ao Green Savers o marketing manager da Reviva, Hugo Bizarro.

O responsável admite que há “um [longo] caminho a percorrer ao nível da valorização da sustentabilidade”, mas o consumidor angolano é cada vez mais “informado, consciencioso e orientado para o crescimento e desenvolvimento do seu país”. “[O consumidor angolano] fará da sustentabilidade a palavra do dia”, continuou.

O que são os “saltos de consciencialização?

Apesar de estar em debate há algumas décadas, apenas agora a questão da sustentabilidade entrou na consciência colectiva. “Como é expectável, o contágio da preocupação com a sustentabilidade é feito, primeiramente, ao nível dos agentes económicos – empresas, consumidores ou estado – dos países que já percorreram o caminho do desenvolvimento”, continuou Hugo Bizarro.

No entanto, continua o responsável, da mesma forma que Angola implementa saltos tecnológicos e de inovação, potenciados a partir daquilo que melhor se faz internacionalmente, também por osmose a preocupação da sustentabilidade por parte dos agentes económicos angolanos sofre do que podemos chamar “saltos de consciencialização”. “Esta preocupação será cada vez maior e uma questão estrutural e fundamental da sociedade angolana”, conclui o responsável.

Foto: Feliciano Guimarães / Creative Commons

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