Ambientalista defende que lixo electrónico angolano tem sido gerido de forma incorrecta

O lixo electrónico produzido em Angola não é gerido da melhor forma e muitas das vezes acaba nos aterros juntamente com o lixo doméstico. Quem o defende é a Vladimir Russo, ambientalista angolano, que indica ser necessário a criação de centros de recolha de resíduos para pilhas e dispositivos eléctricos e electrónicos.

“Existem pequenas iniciativas de algumas empresas, que nos seus escritórios recolhem pilhas usadas e outros equipamentos que são reaproveitados”, afirma o ambientalista à Angop, sublinhando, no entanto, que não são suficientes.

Grande parte destes resíduos electrónicos possuem produtos perigosos tanto para o homem como para a natureza, nomeadamente os metais pesados. “Um dos principais perigos é a afectação dos recursos hídricos através da contaminação por metais pesados. Por exemplo, uma pilha que contenha mercúrio pode contaminar até 500 litros de água”, indica Vladimir Russo.

Em Angola já existe legislação relativa ao tratamento dos resíduos sólidos mas não abrange o lixo electrónico. “Deveríamos começar a pensar mais seriamente na reciclagem de determinados resíduos electrónicos e na implementação do conceito de logística inversa, que transfere as responsabilidades de gestão deste tipo de resíduos para o produtor ou importador”, defende.

Foto: begin again / Creative Commons

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